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Tevê: Quase centenária e se reinventando

A televisão já tem mais de 90 anos – a primeira transmissão aconteceu em 1926, e no Brasil, 24 anos mais tarde. Mas se você acha que o destino dela é um museu, achou errado! (Ao menos por mais algum tempo).

Por décadas e décadas a tevê reinou absoluta como mídia de massa, com uma penetração nacional sem igual.  Comerciais (ou reclames como eram chamados) dominavam os intervalos da programação e as marcas começavam a anunciar.

Daí chegou a internet, que foi se popularizando no País nos últimos 20 anos. 

Os anunciantes perceberam isso e começaram a investir parte de seu investimento de publicidade no online, onde há mais segmentação e gastos menores do que em um único spot de 30 segundos no intervalo do Jornal Nacional, por exemplo.

Com a internet, vieram também as redes sociais, que ampliaram ainda mais as possibilidades de atingir as pessoas de uma outra forma: pela conversa, pela interação com marcas como se fossem “amigas”.  

Os resultados disso estão cada vez mais visíveis.  O tempo médio diário gasto pelos brasileiros com redes sociais já é maior (3h34) do que com a tevê (3h26) – e o tempo médio online/dia no país já é quase 3 vezes isso. 

Além disso, os investimentos de mídia no Brasil em tevê só permanecem na frente do digital porque os custos de campanha são maiores (ainda).

Mas, como a gente já mencionou, isso não significa que os dias da tevê  estão contados. A tecnologia introduziu mudanças na forma como consumimos tevê, que há algum tempo deixou de ser um meio exclusivamente offline.  Sem contar que celular+televisão é uma duplinha infável, Twitter quem diga! Dois a cada três usuários mobile usam Twitter enquanto assistem tevê (Twitter Insights).

Chegou a hora da tevê programática (?)

Essas transformações deram um novo ânimo à tevê, que vem se reinventando, oferecendo novas possibilidades para o marketing digital. Não por acaso, no ano passado, aqui no blog da Reamp, alertamos que o futuro (próximo) da publicidade está na tevê programática.

Em janeiro deste ano, o Google divulgou um case  sobre compra de mídia programática para tevês lineares usando Display & Video 360. E de acordo com projeções, o investimento em tevê programática para 2019 nos EUA vai crescer de US$ 2,09 bilhões para US$ 3,8 bi, o que representará 5% do total de gastos com mídia em tevê no mercado norte-americano.

Por isso, mesmo que esteja pensando em mídia programática, não deixe de pensar na boa e velha tevê como meio para conversar com sua audiência, agora de forma muito mais efetiva. 

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