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Dia da Internet Segura: qual é a melhor maneira de garantir a sua segurança online?

Confira dicas de como manter os seus dados mais seguros no ambiente online

A internet revolucionou a forma como vivemos nossas vidas – nela, podemos encontrar possibilidades infinitas de informações online, procurar por notícias e por entretenimento, interagir com outros usuários por meio das redes sociais, realizar pesquisas, reservar nossas férias, fazer compras e vendas de produtos e serviços, transações bancárias e diversas outras tarefas cotidianas.

Além disso, de acordo com o Hootsuite e a We Are Social, em pesquisa realizada no começo de 2018, mais de 4 bilhões de pessoas já são conectadas à internet atualmente – chegando à mais da metade da população mundial, que soma em 7,6 bilhões de seres humanos hoje.

 

 

No entanto, quando falamos de internet, não existe mais segredo: tudo o que fazemos no ambiente digital – independentemente do dispositivo que utilizamos – está sendo monitorado! Nossas informações são coletadas e armazenadas de maneiras diferentes, dependendo do que elas dizem sobre o usuário, e mais tarde elas servirão para que uma empresa realize estratégias e campanhas segmentadas de acordo com o que é realmente relevante para a audiência.

Estamos constantemente vendo novas histórias sobre dados. Desde novas plataformas e níveis mais profundos de insights alimentados pela Inteligência Artificial às inevitáveis violações de privacidade, os dados estão sempre em destaque nas notícias e continuam evoluindo a cada dia. Isso acontece porque, no mundo de hoje, tecnologias e plataformas digitais permeiam nossa rotina, facilitam nossa vida e nos dão comodidade e entretenimento.

A quantidade de dados que produzimos todos os dias é impressionante: existem 2,5 quintilhões de bytes criados diariamente em nosso ritmo atual, que está acelerando cada vez mais. Nos últimos dois anos, 90% dos dados do mundo foram gerados. Hoje, inúmeras informações estão disponíveis ao nosso alcance, e toda vez que pesquisamos por algo online, estamos adicionando ao estoque de dados milhares de informações – só de pesquisas no Google são 40.000 por segundo ou 3,5 bilhões por dia.

Além disso, milhares de dados são alimentados também pelas mídias sociais e outros canais de comunicação online, como mensagens de texto, aplicativos, serviços em plataformas, e-mails, chamadas de vídeo, entre outros. Mas isso ainda vai crescer de maneira exponencial. Com a Internet das Coisas, ou seja, dispositivos inteligentes conectados que interagem com seres humanos e coletam dados, são projetados 200 bilhões de dispositivos conectados até 2020.

E é diante desse cenário onde mais e mais dados estão disponíveis que estamos, também, expostos à diversos riscos online, como por exemplo vírus, fraudes, roubo de identidade, violação de direitos autorais e exposição de conteúdos pessoais.

 

Mas quais são os danos, afinal, que esses riscos podem trazer para os usuários?

Informações confidenciais, como de identidade do usuário, geralmente são associadas à dados pessoais (como, por exemplo, contas bancárias) e podem apresentar problemas de segurança se vazadas. O acesso não autorizado e o uso de informações privadas podem resultar em consequências sérias. Causas comuns de violação de segurança da informação incluem:

  • Vírus: existem diversos tipos de vírus que podem danificar o computador ou até mesmo prejudicar o usuário. O malware é um vírus disfarçado como um software comum, e projetado para coletar e transformar informações privadas – como senhas – sem o consentimento do usuário. Geralmente são distribuídos por e-mail, software e arquivos de locais não oficiais, e é uma das preocupações de segurança mais comuns, pois é impossível determinar se um arquivo está infectado apesar de sua origem;
  • Pishing: é um tipo de fraude em que os golpistas se “disfarçam” como uma fonte confiável, na tentativa de obter informações privadas como senhas, dados de cartão de crédito, entre outras. Geralmente, o crime ocorre por meio de e-mails e mensagens instantâneas e pode conter links para sites que direcionam o usuário a inserir suas informações privadas. Esses sites fakes são projetados para parecerem idênticos aos seus equivalentes legítimos e evitar suspeitas dos usuários;
  • Fraudes: são esquemas de enganam os usuários de várias maneiras. Muitas vezes roubam informações falsas através de promessas e truques para gerar a confiança do usuário, e podem ser para compras falsas, bancos, sites de jogos, redes sociais, entre outros;
  • Violação de direitos autorais: cópia ou download de software protegido por direitos autorais, vídeos, músicas, fotos ou documentos;
  • Exposição de conteúdos impróprios: ameaças comuns à segurança pessoal dos usuários incluem, além dos golpes mencionados anteriormente, práticas como cyberstalking, cyberbullying e disseminação de conteúdos ofensivos.

 

Como se manter seguro na internet?

Diante de todos esses problemas de violação de dados, cada vez mais é essencial nos preocuparmos com a segurança das informações que compartilhamos na internet – e, para conscientizar os usuários dessa necessidade, foi criado o Dia da Internet Segura, comemorado em todo o mundo no mês de fevereiro para lembrar a todos da importância de se protegerem online.

O Safer Internet Day é uma iniciativa anual criada pela Rede Insafe da Europa, e reúne mais de 140 países com o objetivo de estimular o uso seguro, ético e responsável da internet. Sabemos, portanto, que a navegação insegura pode levar à diversas ameaças – desde comentários pessoais embaraçosos até imagens que, uma vez online, são quase impossíveis de serem apagadas.

Por isso, no Dia da Internet Segura, separamos algumas dicas para ajuda-lo a evitar problemas como esses:

1. Mantenha informações pessoais limitadas até mesmo profissionalmente

Os potenciais empregadores ou clientes não precisam saber seu status de relacionamento pessoal ou o seu endereço residencial. Eles precisam saber sobre sua experiência profissional e, claro, como entrar em contato com você. Não entregue, online, informações que não entregaria para estranhos pessoalmente;

 

2. Mantenha suas configurações de privacidade ativadas

Sua navegação na internet e o uso de mídias sociais podem dizer muito sobre você. Por isso, é possível você controlar suas informações. Principais sites como o Facebook, por exemplo, possuem configurações de aprimoramento de privacidade disponíveis – que podem ser difíceis de serem encontradas. Por isso, certifique-se de ter ativado todas elas;

 

3. Pratique navegação segura

Você não escolheria andar por um bairro perigoso sozinho – então, evite visitar sites “perigosos” online, já que os cybercriminosos utilizam esse conteúdo como isca. Hackers sabem que os usuários, às vezes, são tentados pelo conteúdo duvidoso e podem baixar a guarda quando procuram por ele. A internet está cheia de armadilhas, onde um clique descuidado pode expor dados pessoais ou infectar seu dispositivo com malware. Por isso, preste atenção nos sites que visita e nas informações que eles passam;

 

4. Certifique-se de que sua conexão com a internet seja segura

Quando você fica online em um local público, por exemplo, e utiliza a conexão WiFi pública, não é possível ter um controle direto sobre sua segurança. Especialistas em segurança cibernética corporativa se preocupam com “endpoints” – os lugares onde uma rede privada se conecta ao mundo externo.Seu endpoint vulnerável é sua conexão de internet local. Verifique se o dispositivo está seguro e, em caso de dúvida, aguarde outro momento para fornecer informações como o número da sua conta bancária;

 

5. Tenha cuidado com os seus downloads

Um dos principais objetivos de cibercriminosos é induzir o usuário a fazer downloads de malware – programas ou aplicativos que transportam o vírus ou tentam roubar informações. Este malware pode ser disfarçado como um aplicativo, por exemplo, que vai desde um jogo popular até algo que verifique o trânsito ou o clima. Por isso, não baixe aplicativos que pareçam suspeitos ou venham de algum site que você não confia;

 

6. Escolha senhas fortes

As senhas são um dos maiores pontos fracos em toda a estrutura de segurança da Internet, mas atualmente não há nenhuma maneira de contorná-las. E o problema com as senhas é que as pessoas tendem a escolher as mais fáceis de lembrar, e que também são fáceis para os ladrões cibernéticos adivinharem. Selecione senhas fortes que sejam mais difíceis para os cibercriminosos desmistificarem. O software gerenciador de senhas pode ajudá-lo a gerenciar várias senhas para que você não as esqueça. Uma senha forte é única e complexa – com pelo menos 15 caracteres, misturando letras, números e caracteres especiais;

 

7. Faça compras on-line apenas em sites seguros

Toda vez que você fizer uma compra on-line, precisará fornecer informações sobre cartão de crédito ou conta bancária, exatamente o que os cibercriminosos estão mais ansiosos para ter em suas mãos. Somente forneça essas informações para sites que fornecem conexões seguras e criptografadas;

 

8. Tenha cuidado com o que você postar

Na internet, qualquer comentário ou imagem publicada pode ficar online para sempre, pois a remoção do arquivo original não remove nenhuma cópia que outras pessoas possam ter feito. Não há como você “pegar de volta” uma observação que você gostaria de não ter feito, ou se livrar daquela foto embaraçosa que você tirou. Por isso, não coloque nada on-line que você não gostaria que alguém visse;

 

9. Mantenha seu programa antivírus atualizado

O software de segurança da Internet não pode proteger contra todas as ameaças, mas detectará e removerá a maioria dos malwares, embora você deva garantir que estejam atualizados. Certifique-se de atualizar o seu sistema operacional para os aplicativos que você usa, pois eles fornecem uma camada vital de segurança.

 

Como saber se o website é seguro?

Antes de inserir informações privadas como senhas e detalhes de cartão de crédito, é possível garantir que o link seja seguro de duas maneiras:

  • Deve haver um símbolo de cadeado no quadro da janela do navegador, que aparece quando o usuário tenta fazer login ou se registrar. Certifique-se de que o cadeado não esteja na própria página, pois isso provavelmente indicará um site fraudulento.
  • O endereço da web deve começar com https://, pois o “s” significa que ele é seguro.

As informações indicam que os proprietários de sites têm um certificado digital que foi emitido por terceiros confiáveis, e as informações foram criptogradafas e protegidas de serem interceptadas e roubadas. Em outras palavras, significa que a comunicação entre você e o proprietário do site é segura, mas um certificado não garante que o proprietário do site seja a organização ou a pessoa com quem você está se comunicando, Por isso, verifique cuidadosamente o endereço da página da web para confirmar autenticidade.

 

Apesar de já existirem diversas ações que garantam maior segurança dos usuários na internet – como o GDPR (Regulamento Geral de Proteção de Dados) na União Europa e a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) que entrará em vigor no Brasil em agosto de 2020, é essencial que os usuários estejam atentos à sua própria segurança e percebam a importância de seguir essas dicas para um ambiente online muito mais confiável!

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