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Google testa novo ad blocker para o Chrome

Ferramenta desenvolvida pela empresa pretende bloquear anúncios invasivos para melhorar a experiência do consumidor

O Google está realizando testes para adicionar definitivamente um ad blocker no Chrome, a fim de barrar anúncios invasivos. A ferramenta já foi utilizada por alguns usuários do Canary, versão experimental do Chrome, e também será disponibilizada em dispositivos móveis. Os anúncios serão bloqueados por site, não individualmente, e categorias que violam os padrões da Coalition for Better Ads (CBA) serão bloqueadas.

Atualmente, muitos anúncios não estão dentro dos padrões considerados aceitáveis e acabam levando ao aumento do uso de bloqueadores de anúncios. Estudos recentes feitos pela IAB mostram que 37% dos usuários de dispositivos móveis atualmente usam bloqueadores, e 41% dos 200 milhões de usuários da ferramenta têm entre 19 e 29 anos de idade.

A quantidade de ad blockers utilizados hoje em dia é grande, e 70% deles estão no Google Chrome. Apesar disso, o bloqueio de toda a publicidade digital representaria uma grande queda na receita do Google, já que seus lucros vêm em grande parte por conta dela.  De acordo com uma pesquisa do Emarketer, apenas em 2017, os ganhos do Google em receitas publicitárias atingiram US$ 72 bilhões.

O objetivo da companhia não é bloquear todos os anúncios, e esse controle será realizado pela empresa. Os usuários do Chrome serão protegidos de anúncios pop-ups, anúncios que reproduzem automaticamente áudio e vídeo, anúncios que trazem um relógio com um tempo antes do conteúdo ser mostrado e os que ocupam mais de 30% da tela e permanecem mesmo quando o usuário faz scroll.

 

Fonte: TechWyse Internet Marketing

 

Os ad blockers são realmente um problema para o marketing?

A evolução da tecnologia fez com que cada vez mais pessoas adotassem o uso da internet para o comércio. A partir do meio digital, é possível criar um relacionamento mais profundo com o cliente e encontrar a melhor maneira de conquistar seu público-alvo. Pensando nisso, as empresas têm investido muito em anúncios pela internet, o que pode ou não ser vantajoso para uma empresa, dependendo da relevância, frequência e forma que o anúncio chega até o usuário.

A receita perdida com ferramentas de ad blocker saltou de US $ 11,7 bilhões em 2014 para US $ 21,8 bilhões em 2015 e US$ 41,4 bilhões em 2016. Uma pesquisa realizada pelo Google revelou que 35% das pessoas bloqueiam anúncios por serem irritantes, 27% por não gostarem de anúncios, 9% para protegerem seus dispositivos de vírus, 8% para aumentarem a velocidade da internet e 3% para bloquearem conteúdos inapropriados.  O aumento do uso de ad blockers nos últimos anos nos leva a perceber um grande desafio para os anunciantes, criadores de conteúdo e publishers, que precisam ter o cuidado de não serem invasivos na hora de entregar um anúncio e de entenderem qual é o público que deseja receber certo tipo de conteúdo ou oferta.

 

Fonte: TechWyse Internet Marketing

 

O aumento de adblocks cresceu principalmente em dispositivos móveis. Atualmente, 60% do uso das ferramentas ocorre em celulares, o que corresponde a 308 milhões de dispositivos segundo o novo relatório da Pagefair “The state of the blocked web – 2017 Global Adblock Report”. A pesquisa concluiu também que a frustração do anúncio é o principal motor de bloqueio de anúncios nos EUA, e um quinto dos proprietários de smartphones afirmam que não se importam em ver anúncios em seus celulares, desde que eles sejam respeitosos. A resistência entre os usuários de aceitarem anúncios em seus dispositivos móveis ainda é grande, mas cabe aos anunciantes trabalharem para evitar esse problema.

 

 

De acordo com Paul Verna, analista sênior da eMarketer, a indústria publicitária precisa atuar para enfrentar essa tendência crescente de bloqueadores: “O bloqueio de anúncios é um prejuízo para todo o ecossistema publicitário, afetando principalmente publishers mas também comerciantes, agências e outros cujas empresas dependem da receita de anúncios. A melhor maneira para a indústria enfrentar esse problema é oferecer experiências de anúncios convincentes, que os consumidores não queiram bloquear”, conclui.

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