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Qual o futuro da publicidade em dispositivos móveis?

Na era dos smartphones, o acesso à internet pelo celular está maior e a publicidade tenta se adaptar a essa nova realidade

Com a chegada dos smartphones, é cada vez mais nítido que dispositivos móveis estão sendo mais utilizados do que computadores por usuários que desejam navegar na internet. Os investimentos em tecnologias para mobile vêm crescendo desde então, tornando anúncios para esse formato de dispositivo algo comum e muito utilizado. O marketing em dispositivos móveis está evoluindo e inovando e, com ele, alguns formatos tem ganho relevância, como é o caso da publicidade nativa.

Uma pesquisa do eMarketer divulgada no início de 2017 mostra que a publicidade nativa representa mais de 50% dos gastos em display digital atualmente. Até o final do ano, é esperado que este número cresça 32,2% e aumente ainda mais sua efetividade. Para Lauren Fischer, analista da eMarketer, a mudança se dá pela grande procura dos publishers por inventários menos invasivos ao consumidor, que seja discreto e deixe o usuário confortável com o anúncio. Esses fatores fazem com que um conteúdo de qualidade seja divulgado, aumentando o valor daquela marca.

O formato de publicidade nativa tende a crescer cada vez mais, inclusive com vídeos programáticos que alcançam seu público principalmente nas redes sociais. A ideia desses NativeAds é contextualizar o anúncio na experiência do usuário em determinado site, com as mesmas características dos outros conteúdos da página. Isso faz com que a audiência certa se aproxime da publicidade, gerando engajamento e fidelidade de clientes.

 

 

Transformações na área de marketing

Com esses novos estilos de anúncios, para a ExchangeWire, é provável que notemos, nos próximos meses, grandes mudanças e inovações no marketing das redes sociais, no aumento de vídeos como publicidade e um grande avanço na realidade aumentada. A realidade virtual será utilizada para atingir com a publicidade nativa as audiências certas, de maneira que o usuário se sinta envolvido.

Dados de localização em mobile

Uma grande vantagem na internet de dispositivos móveis é a capacidade de utilizar dados de localização. Um aplicativo pode, por exemplo, acessar informações armazenadas no aparelho e analisar um consumidor. Porém, atualizações do sistema de Android e de IOS vão permitir a partir de setembro, que usuários de dispositivos móveis controlem e limitem esse rastreamento de uma maneira mais fácil, trazendo mudanças no cenário da publicidade.

Na nova atualização, uma barra azul na parte superior da tela irá alertar o usuário quando seus dados estiverem sendo utilizados em segundo plano, permitindo que a função seja desligada. Em entrevista com o AdExchange, Michael Rodriguez, chefe de produtos móveis da IBM Weather Co., acredita que a mudança terá um impacto no comportamento do consumidor. “Mas, como acontece com a maioria das coisas, desde que o aplicativo esteja demonstrando valor com as informações fornecidas, os usuários continuarão utilizando o serviço”, acredita.

 

Ad Blocking em celulares

Outro provável empecilho no crescimento da publicidade em mobile é o Ad Blocking. Um relatório do eMarketer mostrou que, apesar do bloqueio de anúncios para celular ainda ser relativamente baixo em comparação com desktops, ele está aumentando. O número cresceu de 2,3% no ano de 2014 para 7,9% em 2017, e estima-se que esse resultado salte para 9,6% no próximo ano.

Apesar do crescimento ser pequeno, nenhum fator demonstra que ele vai parar de acontecer. No mês passado, a Digiday informou que as editoras do Reino Unido estão perdendo US$2,6 milhões por ano com softwares de bloqueio de anúncios. A partir de agora, cabe ao marketing inovar e pensar em estratégias que evitem o bloqueio de anúncios e que conquistem a confiança dos clientes para que não sintam a necessidade de utilizar o serviço.

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