Mídia

Tenha mais envolvimento da sua audiência com a publicidade nativa

publicidade nativa

Os usuários online estão cada vez mais exigentes, e a publicidade nativa surgiu como uma forma eficiente de impactar a audiência

A proliferação de informações que estão disponíveis na internet, mudou a forma como consumimos mídia. Usuários online começaram a questionar a conveniência e a relevância dos formatos tradicionais de publicidade, devido à velocidade da comunicação e à enorme quantidade de fontes de informações.

Assim, a publicidade digital surgiu como uma ferramenta de marketing fundamental para alcançar e envolver o público-alvo online. Mas, à medida que as pessoas se tornam mais exigentes em relação ao conteúdo que consomem, torna-se necessário também que as marcas procurem novas maneiras de conversarem com clientes ou prováveis clientes – levando em conta discussões que hoje estão sendo muito levantadas, como transparência, qualidade e segurança da marca. Se um formato de publicidade é intrusivo, o usuário acaba resistindo e pode até mesmo ter a possibilidade de bloquear esses anúncios. 

Os avanços na tecnologia não apenas fortalece os usuários, mas também capacita o setor de publicidade a descobrir inovações para atender às necessidades dos consumidores. Assim, a personalização e a qualidade se tornaram os principais impulsionadores para os anunciantes manterem o interesse de seus usuários, já que os publishers têm a capacidade de servir melhor seus espectadores com conteúdos mais envolventes, e servir melhor as campanhas dos anunciantes com taxas de resposta mais altas.

Em meio à tantas mudanças, uma das tendências mais quentes no mundo da publicidade digital é, de fato, a publicidade nativa. Mas porque nativa? Como ela proporciona um melhor envolvimento? E quais são os seus benefícios para anunciantes e publishers? É sobre isso que vamos falar hoje!

 

O que é a publicidade nativa e quais são as suas vantagens, afinal?

A publicidade nativa cresceu justamente por ser diferente de outras formas de marketing online. Enquanto a maioria dos anúncios aparecem como um banner ou uma caixa no topo ou na lateral do site – ou, até mesmo, cobrindo todo o conteúdo da tela – os native ads, como são conhecidos, imitam a aparência, a funcionalidade e o formato de todo o resto do conteúdo da página, sem atrapalhar a experiência do usuário que está navegando.

Esses anúncios podem estar em meio a notícias de um site, feeds da página inicial ou até mesmo com o formato das outras imagens que aparecem na tela. Além disso, podem servir para vários objetivos diferentes, como geração de leads, assinaturas de e-mail, compras e para aumento de awareness. E, sim, a ideia é que eles não se pareçam exatamente com um anúncio para terem um melhor desempenho. Será que funciona?

Em primeiro lugar, a publicidade nativa oferece relevância, pois é baseada em conteúdo. Em vez de ser um formato intrusivo, o “nativo” fornece conteúdo educacional, informativo e até mesmo divertido, que combina perfeitamente com a aparência do site. Além disso, esses anúncios também oferecem conveniência, já que seu conteúdo é condizente com o ambiente editorial em que ele está inserido. Portanto, esses formatos são totalmente respeitosos com a experiência do usuário.

É importante ressaltar que o objetivo dos native ads não é “enganar”, mas sim oferecer níveis mais altos de confiança e afinidade à marca – fornecendo soluções para as necessidades dos usuários – e, portanto, aumentando o envolvimento e impulsionando os resultados de negócios.

E com a programática como um meio de compra global para publicidade nativa, ele respeita os requisitos de qualidade, pois é adaptado para as campanhas de branding; executa bem sem clickbait; é personalizado; e, acima de tudo, garante brand safety. Esses aspectos remetem à noção de qualidade, já que ela é fundamental para alcançar um ambiente transparente e seguro para a marca, trazendo vantagens como maiores taxas de click-through, shareability e conversões.

Segundo o ExchangeWire, em comparação com a publicidade online mais tradicional, como os banners nos cantos das páginas, os números mostram que os native ads são vistos com 52% mais frequência, 71% dos consumidores acabam tendo uma repercussão mais positiva com a marca e os usuários têm uma intenção 18% maior de realizar uma compra, aumentando as chances de venda.

 

Quais são os principais tipos de anúncios nativos?

Os native ads se misturam ao ambiente em plataformas como Facebook, Linkedin, Twitter, YouTube, blogs ou qualquer outro lugar que as pessoas acessam para consumir conteúdo. Vamos dar uma olhada em alguns dos principais exemplos de publicidade nativa utilizados pelas empresas hoje:

1. Conteúdo patrocinado em sites

Com certeza você já viu artigos ou vídeos, por exemplo, que aparecem em grandes sites e imitam o conteúdo editorial que está sendo veiculado – mas, no fundo, têm uma intenção promocional. Um exemplo é o vídeo de Purina, que apareceu no BuzzFeed e possui mais de 13 milhões de visualizações. A oferta sutil da comida de gatos combinou perfeitamente com o conteúdo divertido do site, chamando a atenção do público pelo seu formato.

 

 

Esse tipo de publicidade nativa é uma forma mais recente, que se tornou mais comum também em algumas publicações online maiores, como o BrandVoice da Forbes. No site, as marcas podem publicar o seu próprio conteúdo da mesma maneira que os outros editoriais. No exemplo abaixo, podemos ver um anúncio nativo da Deloitte apresentado como conteúdo editorial – além da exibição de dois banners ao lado do artigo:

 

Publicidade Nativa Brand Voice da Forbes

Fonte: Oberlo

 

2. Posts patrocinadas em mídias sociais

As postagens de mídias sociais patrocinadas são um dos tipos mais comuns de publicidade nativa hoje. O Instagram é conhecido por ter foco nesse tipo de campanha – como no exemplo do Dicas de Viagens:

Publicidade nativa no Instagram

 

O anúncio nativo, pago pela AT Travel, é uma promoção para os seguidores que desejam fazer um passeio em Cancun com tudo pago. O post apresenta uma fotografia de paisagem impressionante e uma legenda explicando um pouco sobre o lugar visitado, o que corresponde perfeitamente às postagens usuais do instagram do Dicas de Viagem. Por essa razão, seus seguidores provavelmente não irão se importar se o post é um anúncio nativo – desde que ele não interfira em sua experiência com aquela marca e ofereça informações relevantes para ele (como uma promoção ou dica de passeio).

 

3. Conteúdos com influenciadores

Muitas marcas também costumam pagar influenciadores para criarem conteúdos originais e promoverem seus produtos. Um exemplo é o vídeo da youtuber Nah Cardoso, que postou em seu próprio canal um vídeo explicando como funcionava a promoção para ir ao Rock in Rio Lisboa em parceria com a AM/PM.

 

Publicidade nativa - conteúdo com influenciadores no YouTube

 

O vídeo se encaixa perfeitamente no formato dos outros produzidos pela influencer, e se assemelha tanto no conteúdo sobre entretenimento quanto na sua linguagem e edição. Além disso, o título “Vamos para o Rock in Rio Lisboa” chama a atenção dos seus seguidores, tornando muito mais fácil de se interessarem e clicarem para saber o que deve ser feito para isso – e o resultado foi mais de 47 mil views.

 

4. Pesquisa paga e links patrocinados

Outra forma comum de publicidade nativa é a pesquisa paga, os tais dos links patrocinados. Quando fazemos uma pesquisa em sites de buscas, por exemplo, esses links patrocinados aparecem na página de respostas antes de todos os outros sites sugeridos, e são sinalizados como patrocinados.

 

Publicidade nativa - pesquisa paga e links patrocinados

 

Em seguida, o algoritmo da página encontra quais sites são os mais procurados organicamente sobre determinado assunto e palavra-chave, que podem ser considerados referências naquele tema e, assim, sejam rankeados em posições melhores na página inicial.

Os links patrocinados são anúncios nativos porque são apresentados na página da mesma forma que os sites de busca orgânica. Em outras palavras, a experiência do usuário é a mesma – a única diferença é o pequeno rótulo de “patrocinado” no canto do link.

 

5. Widgets patrocinados em posts online

Widgets de conteúdos patrocinados são comuns na maioria das publicações online. Veja como o site da Globo faz esses posts:

 

Publicidade nativa - widgets patrocinados no G1

 

O anúncio está de acordo com o resto do design da página, mas foi sinalizado como uma propaganda na parte superior da imagem. Dessa maneira, a experiência do usuário não é interferida quando estiver lendo as notícias da página principal e ele poderá clicar no anúncio, que vai direcionar para outra página do produto ou serviço.

 

Mas quando uma empresa deve escolher fazer um anúncio nativo?

Eles são, sem sombra de dúvidas, eficazes quando usados corretamente, mas como saber se um anúncio nativo vale o tempo e o esforço?

1. Seu anúncio deve agregar valor na experiência do consumidor

O seu objetivo não pode ser enganar as pessoas para fazê-las clicarem no seu anúncio, comprarem o seu produto ou se inscreverem em algum formulário. Criar anúncios nativos enganosos pode ser um tiro no pé da sua marca, e eles funcionam quando o objetivo é aumentar a consciência de marca e criar um relacionamento  à longo prazo. Por isso, se você acredita que não pode dedicar tempo, energia ou recursos para criar algo de valor que acompanhe seu anúncio, talvez seja melhor continuar com a publicidade online antiga – anúncios normais de display também podem ser eficazes quando focados no público certo e na mensagem certa.

 

2. O seu anúncio precisa ser colocado junto com um conteúdo relevante

Assim como outras formas de marketing, os anúncios nativos precisam ser segmentados. Ou seja, veicular seus anúncios em lugares onde a sua audiência nunca estará não vai te ajudar. É preciso que ele esteja rodeado de conteúdo relevante para ser eficaz – isso não vai ajudar só a torná-lo nativo, mas também a segmentar o público certo, melhorar as CTR e reduzir a taxa de rejeição.

 

3. O seu anúncio pode ser parte da sua estratégia de marketing de conteúdo

Mesmo que os anúncios nativos não sejam considerados marketing de conteúdo, eles podem e devem ser usados lado a lado. Se o seu site já tem conteúdo como estratégia, então os anúncios nativos podem ser perfeitos para você – um produto ou serviço pode, de certa maneira, estar dentro de um post para agregar valor à aquele conteúdo.

Se você já está criando conteúdo regular com um CTA forte, porque não criar anúncios nativos com base em conteúdos que você já produz? Além disso, as pessoas nem sempre ligam para o fato dele ser patrocinado se atender às suas necessidades ou for divertido de alguma maneira.

 

Sim, a publicidade nativa veio para ficar!

A busca por disponibilizar inventário de valor mais alto pelos publishers e a busca por desenvolver conteúdo eficaz, envolvente e não invasivo pelos anunciantes continuam impulsionando o crescimento da publicidade nativa. Ela não é um canal, mas sim uma estratégia que atende às necessidades dos usuários captando, assim, sua atenção. Em um mundo em constante mudança da mídia digital, o que é certo é que a publicidade nativa chegou para ficar.

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