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O que vimos no terceiro dia do RD Summit 2018?

Nossa equipe está presente nos três dias de evento e contou um pouco do que viu por lá

Nossa equipe esteve presente essa semana no RD Summit 2018, maior evento de marketing digital e vendas da América Latina que acontece em Florianópolis durante três dias. Com mais de 150 palestrantes e 10 mil participantes, realizamos uma cobertura de tudo o que vimos no evento nos nossos Stories do Instagram (@reampadsolutions) e aqui no blog! Por isso, não deixe de ver os últimos posts onde contamos um pouco dos temas que estão sendo abordados, englobando áreas como empreendedorismo, negócios, marketing, Inbound, SEO, mídias sociais, vendas, entre outros.

Assim como no primeiro e no segundo dia do evento, Tiago Soncini, Cristiane Gomes e Carlos Durão contaram um pouco das palestras que assistiram por lá no terceiro dia!

“LGPD: os impactos da nova lei de proteção de dados na estratégia de Marketing Digital da sua empresa” – Fernanda Nones

Estamos vivendo, atualmente, na era digital. Por isso, diariamente, uma quantidade quase infinita de dados é coletada e armazenada na internet para traçar perfis e identificar tendências de consumo, fazendo com que informações relevantes cheguem até os consumidores certos. É dessa maneira que, hoje, grandes empresas de anúncios criam perfis baseados nessas informações coletadas, incluindo dados como gênero, sexo, idade, interesses pessoais, hobbies, entre outros. Fernanda Nones, Implementation Sucess Manager da Resultados Digitais, trabalha na área de Customer Success da empresa e falou, em sua palestra, sobre a nova Lei Geral de Proteção de Dados que entrará em vigor em agosto de 2020.

Para a especialista, a questão de coleta de dados atualmente explica muito como chegamos até aqui na era digital. “Além de não termos controle sobre o que acontece com as nossas próprias informações, também tiveram muitos casos de vazamentos de dados, como o do Facebook, do Yahoo, da Uber. Todos esses cenários são extremos, mas vazamentos de dados acontecem diariamente”, ressaltou. E foi exatamente esse fator que impulsionou a criação de leis especificas para a proteção de dados pessoais em mais de 120 países hoje. Mas e no mercado Brasileiro, como será o seu impacto?

A LGPD será aplicada à todas as empresas que lidem com dados pessoais de clientes, tanto privadas quanto públicas. Por isso, de acordo com Fernanda, é importante que os profissionais entendam dois fatores na hora de trabalharem com a lei:

  • O que é um dado pessoal: muita gente ainda não entende o que pode ser considerado um dado pessoal, que basicamente trata-se de toda e qualquer informação capaz de identificar uma pessoa. Mais do que isso, todo dado que, combinado com outro grupo de informações, pode tornar essa pessoa identificável e sujeita à determinado comportamento. Na era do Big Data, onde dados são compartilhados o tempo todo, praticamente todos eles podem ser considerados dados pessoais – o que inclui desde dados de cadastro em loja até cookies que você fornece online, cadastros de compra em lojas, informações de cartão de crédito, cadastros em sites de comida e de transporte, entre outros. A ideia, portanto, é ter mais controle sobre eles.
  • O que é tratamento de dados: de maneira resumida, um tratamento de dados pode ser considerado tudo o que acontece com ele, desde quando é coletado até quando é utilizado para algum fim – abrangendo coleta, armazenamento, reprodução e qualquer outro processo que possa estar envolvido.

Além disso, a especialista pontuou cinco principais mudanças que irão acontecer quando a nova lei entrar em vigor, e que vão fazer sentido para estratégias de marketing serem desenvolvidas:

1. Consentimento: é necessário consentimento explicito a partir de agora para que uma empresa colete dados. Colocar apenas um check box no final da página não é mais considerada uma maneira explícita de obter esse consentimento, obrigando o marketing a pensar em estratégias que sejam do interesse de ambas as partes;

2. Coletar apenas o necessário: a lei preza pela minimização da coleta de dados, determinando que deve ser coletado apenas o que for estritamente necessário para que a empresa atinja seus objetivos. Se o seu processo comercial não envolve dados como telefone e endereço do Lead, não é um dado que você deverá armazenar na sua base;

3. Transparência: o consumidor tem o direito de saber porque, como e quais de seus dados estão sendo coletados. Essa transparência é importante para que seja gerada uma relação de confiança entre o consumidor e a marca;

4. Não podemos mais utilizar os dados como bem entendemos: o consentimento deve ser específico. Se o usuário concordou que seus dados fossem utilizados para uma finalidade, não é permitido processá-los para outros fins sem que seja pedido novamente o seu consentimento;

5. Respeite o direito de livre acesso: o consumidor pode procurar saber todo o histórico de dados que uma empresa tem sobre ele, como eles foram tratados e exigir também a alteração ou anulação dessas informações da base.

“Todos esses cinco pontos são muito abertos para interpretação. Eles ainda podem ser relativizados, mas se o marketing começar a olhar todos eles com cuidado, já será um grande indicativo de que estão indo para o caminho certo”, destacou Fernanda.

E quais serão, afinal, as tendências da nova lei para o marketing digital? Espera-se que, cada vez mais, profissionais da área comecem a usar estratégias mais limpas e naturais para se comunicarem com as pessoas. A especialista listou algumas principais tendências e estratégias que acredita para os próximos meses:

1. Inbound marketing: o marketing de atração e pautado em trabalhar estratégias para atrair pessoas para a sua empresa, obter esse consentimento de forma explicita, ganhar mais confiança e ser transparente com o usuário, gerando apenas interações que sejam relevantes para eles;

2. Marketing de conteúdo: considerado o combustível do Inbound, é capaz de gerar até 3 vezes mais Leads. As relações com o consumidor vão ser cada vez mais significativas e relevantes, e o marketing de conteúdo é a melhor forma de engajar e informar o consumidor;

3. Geração de Leads: serão amplamente utilizadas estratégias para gerar mais Leads para uma empresa, e é aí que entra a questão de obter consentimento explicito dos usuários. O que precisa acontecer, por exemplo, são check box em branco para que o usuário clique em cima e demonstre interesse. No entanto, é importante que sejam pensadas maneiras cada vez mais criativas de chamar a atenção dos usuários para esse consentimento, para que os Leads gerados tenham seus dados reaproveitados posteriormente;

4. E-mail marketing: todas as empresas que possuem listas de contatos devem garantir que nos próximos 15 meses, todos esses e-mails tenham registro de permissão para contato. Por isso, utilize esses meses para começar o reengajamento dessas bases, focando na obtenção desse consentimento;

5. Engajamento: para que você obtenha cada vez mais conversões e qualidade nos seus Leads, guarde apenas dados de usuários que tenham certo engajamento com a sua marca e mostram interesse em seus produtos e serviços;

6. Anúncios do Facebook: um dos pontos mais polêmicos da nova lei é criar campanhas com base no comportamento do consumidor. Existe uma grande responsabilidade entre o Facebook e a empresa/anunciante em relação aos papeis determinados pela lei de “controlador” – que vai tomar a decisão dos dados – e o “operador” – vai processar esses dados. Tanto o Facebook quanto a empresa podem ser operadores ou controladores, e para as empresas, o ponto de maior atenção é que sejam sempre as controladoras e possam obter esses dados para elas.

Para finalizar, Fernanda citou também quatro dicas para adaptação do site de uma empresa, que é considerado o cartão de visitas de um negócio e por isso é importante que pareça amigável e que leve a sério a questão de privacidade de dados:

1. Torne a comunicação acessível: a maior parte das pessoas não leem políticas de privacidade, e o marketing deve fazer com que essa informação seja compreendida e fácil de ler;

2. Solicitação de consentimento agrupado: a pessoa precisa concordar com os termos se desejar utilizar os seus serviços, e é aí que entra a prática granular – você consegue consentir apenas com aquilo que deseja, facilitando também o trabalho de segmentação;

3. Revogação de consentimento facilitada: hoje em dia, não há nada mais burocrático do que se desinscrever. Com a nova lei, é fundamental que as empresas facilitem esse procedimento, e com a mesma simplicidade com a qual o consumidor se inscreveu, ele deve ter o direito de cancelar;

4. Armazenamento de dados: o marketing terá que se tornar processual. Agora, o consumidor tem direito ao livre acesso, e o marketing deve estar preparado para centralizar todas essas informações. Para isso, trabalhe com uma plataforma que unifique todos os dados em um só lugar, facilitando até na hora de apresentar relatórios que comprovem que todos os dados estão seguros.

“Agosto de 2020 pode parecer muito tempo, mas são muitas adaptações. O ideal, é que comecem o quanto antes. Se eu pudesse trazer uma percepção para vocês, é que as áreas de direito e marketing devem estar mais integradas do que nunca. Aqueles que conseguirem olhar para a interpretação da lei por um viés criativo do marketing, são os que irão extrair as melhores práticas, obtendo sucesso nessa mudança”, finalizou a especialista.

“Como fazer relatórios e análises surpreendentes que provam o valor do Marketing” – Gabi Gonçalo

Se você já criou um relatório de Marketing do zero, sabe que isso não é uma tarefa fácil. Descobrir quais são as informações mais relevantes para apresentar e colher insights importantes para tomada de decisão é um grande desafio. Além disso, quando chega a hora de apresentar o relatório, ninguém presta atenção ou dá valor. Quando é enviado por e-mail, ninguém lê. E tudo isso torna cada vez mais difícil demonstrar o real valor do Marketing para a empresa ou clientes. Então, o que estamos fazendo de errado? Como criar um relatório que chame a atenção e demonstre o verdadeiro valor do Marketing? Esse foi o tema da palestra de Gabi Gonçalo, Líder de Marketing Digital da Dialetto e CEO e fundadora da Marketing Thinking, empresa com foco em consultoria e treinamento em marketing digital.

Durante a palestra, a especialista selecionou oito erros comuns quando falamos em relatórios, além de algumas dicas de ouro:

1. Achar que eu tenho que fazer um relatório pra todo mundo entender: apresentar resultados de maneira simples para todos nunca será tão fácil. Por isso, é importante focar na pessoa que tem o poder de decisão nesse caso e mostrar que tem todas as respostas na ponta da língua. “Mostre na hora da apresentação que está confiante, e se você não souber algo não diga que não sabe, diga que vai confirmar a informação e fazer uma análise mais aprofundada dela. Assim, você ganha mais credibilidade e um detalhe errado passa despercebido”;

2. Vários objetivos em um só relatório: é necessário sempre focar para quem você vai apresentar e o que essa pessoa espera de você, lembrando qual é o objetivo final do processo;

3. Analisar tudo sempre: Google Analytics é a ferramenra que mais oferece dados atualmente, mas as vezes é preciso parar de analisar para não perdermos tempo e acharmos uma resposta. Pense sempre nas seguintes perguntas: o que é prioridade? O que temos que avaliar?

4. O consagrado relatório mensal: de acordo com a especialista, precisamos acabar com alguns paradigmas que criamos. Fazer um relatório mensal pode ser uma referência, mas não quer dizer que seja necessário para o seu negócio. Por isso, a dica é analisar se o seu negócio realmente precisa de um relatório mensal ou até mesmo trimestral, por exemplo, e entender que a flexibilidade é importante no mercado;

5. Nem todos os KPIs importam: nem todos os KPIs são essenciais na hora de fazer um relatório. “Tentem fazer relatórios de até 5 slides. É fácil falar muito e não falar nada, mas difícil é falar pouco e falar tudo”, completou Gabi;

6. Fazer relatórios pros diretores: mostre os resultados sempre a partir do funil de vendas, sempre de maneira comparativa e avaliando crescimento. “Lembre-se que para vendas complexas, o funil pode mudar, então tome cuidado com isso. Os diretores estão interessados em números, então é isso que deve ser apresentado para eles”, completou;

7. Não existe previsibilidade: é importante deixar claro que uma previsão depende de vários fatores, mas se ela não for feita, não vamos valorizar todo o processo. No entanto, saiba que esse tempo pode ser alterado por uma série de fatores externos, como datas comemorativas, política, feriados, entre outros;

8. “Sem vendas de origem Inbound, meu projeto vai fracassar”: nem todos os projetos precisam necessariamente vir do Inbound, e existem outras formas de mostrar o que foi feito nas vendas. Por isso, faça o tracking de tudo por meio de softwares de maneira automatizada, podendo entrar mais detalhadamente em análises.

Para fechar, a especialista também deu dicas importantes:

  • Tenha sempre um slide final para acompanhamento;
  • O que aprendemos com esse relatório?
  • Pela feedbacks sobre o seu relatório;
  • Utilize storytelling, crie narrativas no sentido de contar como você alcançou cada resultado, ajudando as pessoas a terem atenção na hora que você fala
  • Responda algumas perguntas: quando dinheiro estamos gastando? Quantas pessoas estamos alcançando? Qual é a eficácia dos nossos esforços? Qual é o retorno financeiro?

#ReampNoRDSummit

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